Seis na Sé


O público prestigiando os espetáculos do projeto "Seis Na Sé"

Enquanto a aglomeração embarca, outros viajam com a cultura
Todos os dias na desesperadora hora do rush na Estação Sé do Metrô, é aquele Deus nos acuda. A enorme aglomeração, a falta de educação de alguns usuários, resulta em tumulto e estresse para quem só tem um desejo: voltar pra casa. De olho no bem estar de quem utiliza diariamente a Linha Vermelha ás 18:00hs, horário de mais precariedade da via, o Metrô desenvolveu o projeto "Seis na Sé" que tem o intuíto de entreter o usuário enquanto a muvuca na plataforma de embarque se dispersa. A cada dia da semana uma nova atração sobe ao palco para divertir e levar um conteúdo cultural para quem possa por lá e se dispõe a prestigiar os espetáculos que é um mix de música, teatro, dança e outras manifestações artísticas. Foi realmente uma ótima iniciativa por parte do Metrô a introdução de um projeto desse quilate para desetressar os seus milhares de transeuntes que passam pela estação no horário de pico. Que outras instituições possam tomar esse mesmo exemplo e ajudar os seus usuários a terem cada vez mais direito à cultura. O projeto "Seis na Sé" merece nota 10 pelo resultado positivo perante a população que embarca mais feliz e de alma lavada depois de um dia de cão. Parabéns ao Metrô por mais uma inovação!

O tempo não pára


Vida louca vida, vida breve! Assim cantava o poeta Cazuza, talvez como um presságio de como seria a sua trajetória na Terra. O país inteiro amou as suas poesias, os jovens dos anos 80 piraram com as sua irreverência e os dos anos 90 e 2000, aprenderam a curtir aquele que entraria para a galeria dos cantores e compositores mais prestigiados de todos os tempos no Brasil. Até hoje a sua música embala corações apaixonados, seja na sua inconfundível voz ou na voz de outros intérpretes, mas a música continua sempre atual e com mensagens positivas que fala do amor, da paixão e de como é gostoso viver. Ads suas canções também retratam de maneira realista o cotidiano do País como se fossem compostas nos dias de hoje, de tão atual que são. Cazuza e a sua geração, foram politizados e conscientes dos seus deveres perante à nação, isso fez com que seus protestos fossem refletidos nas suas canções. A sua vida foi um emarenhado de emoções e doses extra de sexo, droga e muito rock'in roll. O poeta partiu em 1990, vítima da AIDS, mas o seu legado musical foi a maior herança que podia ter nos deixado. Se o rock nacional é tudo isso que é hoje, tem o dedo de Cazuza que tanto contribuiu para essa evolução.
20 anos sem o cantor, o que nos resta dizer é: fazia parte do show de Cazuza, ser exagerado, ter suas ideologias, cantar o blues da piedade para não ficar sozinho quase um segundo, mesmo sabendo que tudo isso era pro dia nascer feliz. As vezes podia ser um maior abandonado usando um codinome beija-flor para não se passar por Bete Balanço, trazia sempre boas novas de um Brasil submerso pelo poder da burguesia que fedia mais tinha dinheiro pra comprar perfume, enquantos muitos não tinham nem pra comprar comida. Diante de todo esse descaso dava pra perceber que a vida não era fácil mesmo chamando carinhosamente de minha flor, meu bebê, mas sempre dizendo: só se for a dois. Como o nosso amor a gente inventa, vou falar com todo o amor que houver nessa vida que Cazuza pegou um trem pras estrelas e foi fazer a sua poesia junto do nosso Senhor lá no céu. Realmente isso tudo fazia parte do seu show, é por isso que o tempo não pára. Viva Cazuza!